Clipping

CLIPPING SINDHOESG 17 A 19/08/19

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

 

DESTAQUES

Polícia começa a ouvir funcionários do hospital onde bebê sofreu queimaduras, em Goiânia
Secretaria de Saúde investiga se professor da UFG morreu por causa de infecção alimentar
Advogada e doula denunciam que Hutrin só faz parto por cesariana
CAP entrega agenda parlamentar da saúde responsável no Congresso
O SUS perdeu 43 mil leitos de internação no País nos últimos dez anos
O governo diz que facilitará a importação de remédios à base de Cannabis
Médicos podem divulgar titulações, apesar de veto do conselho federal, diz juíza
Conselho Federal de Medicina ainda não definiu data para regulamentar telemedicina
Artigo - A experiência do paciente
Programa reduz 33% das infecções em UTIs
Médicos auxiliarão juízes em pedidos urgentes sobre remédios
Decisão jurídica não pode inviabilizar operadora de saúde, diz Noronha


TV ANHANGUERA

Polícia começa a ouvir funcionários do hospital onde bebê sofreu queimaduras, em Goiânia
http://g1.globo.com/goias/videos/t/todos-os-videos/v/policia-comeca-a-ouvir-funcionarios-do-hospital-onde-bebe-sofreu-queimaduras-em-goiania/7854102/
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Secretaria de Saúde investiga se professor da UFG morreu por causa de infecção alimentar
http://g1.globo.com/goias/videos/t/todos-os-videos/v/secretaria-de-saude-investiga-se-professor-da-ufg-morreu-por-causa-de-infeccao-alimentar/7853185/
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Advogada e doula denunciam que Hutrin só faz parto por cesariana
http://g1.globo.com/goias/videos/t/todos-os-videos/v/advogada-e-doula-denunciam-que-hutrin-so-faz-parto-por-cesariana/7853942/
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ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

CAP entrega agenda parlamentar da saúde responsável no Congresso

A Comissão de Assuntos Políticos (CAP) das entidades médicas entregou, nesta quarta-feira (14/08) em Brasília, a Agenda Parlamentar da Saúde Responsável para os deputados integrantes da Frente Parlamentar da Medicina (FPMed), em sessão na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados. Elaborada pela CAP, a Agenda Parlamentar da Saúde Responsável tem 172 projetos que tramitam no Congresso Nacional e são de interesse da Medicina e da Saúde.
O evento contou com o apoio do presidente da Frente Parlamentar da Medicina (FPMed), o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). "Nós queremos aqui reforçar nosso compromisso desta Casa (Congresso) e da nossa Frente Parlamentar, com mais de 250 membros, na defesa dos interesses da saúde pública do País e da medicina e das boas práticas".
O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lincoln Lopes Ferreira, destacou a importância da boa relação entre as entidades médicas e os parlamentares. "A AMB considera esse evento como um dos mais importantes para a classe médica. É no Parlamento que são debatidos os mais variados temas. A Agenda Parlamentar da Saúde Responsável representa nossas opiniões e nossas propostas, que certamente poderão e irão pautar a saúde e a medicina, nos próximos meses e anos".
O coordenador da CAP, Alceu Pimentel, explica que esta é a quarta vez que a CAP elabora este importante documento. A primeira vez foi em 2006. A Agenda voltou a ser produzida em 2011, e novamente em 2017. "A Agenda é destinada a parlamentares e entidades. Foram impressas 3.000 agendas no total, em formato de livro. E a Agenda, deste ano, já vem atualizada sem os projetos que foram aprovados ou que foram retirados, desde a sua última edição".
Débora Cavalcanti, diretora de Assuntos Parlamentares da AMB, diz que "a Agenda tem como objetivo servir como ferramenta de consulta dos parlamentares e de quem tem interesse pela política. A Agenda contém a opinião das entidades médicas sobre os projetos que tramitam no Congresso, oferecendo aos parlamentares a possibilidade de aprimorarem seus projetos ou de apresentarem no futuro outros projetos de interesse da sociedade nas áreas da saúde e da medicina", acredita.
Napoleão Puente de Salles, assessor parlamentar da AMB e das entidades médicas, é responsável por selecionar os projetos do Congresso e coletar informações para que a Comissão de Assuntos Políticos possa analisá-los, além de gerenciar toda a interlocução com deputados e senadores. Ele acredita que "a Agenda representa o pensamento e o entendimento dos médicos brasileiros sobre essas propostas, que dizem respeito não só à medicina, mas também à saúde. Onde o médico brasileiro através das suas entidades máximas nacionais, coloca seu posicionamento se positivo ou negativo em cada projeto, sabendo que isso impacta no seu trabalho lá na ponta, no seu postinho de saúde, nos rincões do Brasil".
Estão na agenda projetos como Carreira de Médico de Estado; Exame Revalida; Exame Obrigatório de Proficiência em Medicina; Violências contra os Médicos no seu ambiente de trabalho; Novo Marco Legal da Saúde Suplementar; Moratória das Escolas Médicas (Proibição da criação de novos cursos médicos pelos próximos dez anos); Reajuste das bolsas de Residência Médica; Piso Salarial Nacional dos Médicos; e Ato Médico, que aparece em 10 projetos na Agenda.
Participaram do evento: Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Federação Médica Brasileira (FMB), Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas (ABLAM), e Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil (AEMED-BR). Além de integrantes das Comissões de Assuntos Políticos (CAP) das entidades médicas, e de representantes de Sociedades de Especialidade e de Federadas da AMB.
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O SUL

O SUS perdeu 43 mil leitos de internação no País nos últimos dez anos

O SUS (Sistema Único de Saude) teve uma redução de 43 mil leitos de internação desde 2009, numa queda de 12,7%, em números relativos aos meses de junho dos últimos dez anos. Só do ano passado para este ano, a diminuição foi de quatro mil leitos. Os dados são do Ministério da Saúde.
Atualmente, o SUS conta com 298 mil leitos de internação, contra 341 mil em 2009. O Estado que mais perdeu leitos foi o Rio de Janeiro, com uma redução de 35,5%, seguido por Sergipe e Goiás, com quedas de 26,3% e 19,4%, respectivamente.
Os leitos complementares, que incluem os de UTI e de unidade intermediária, tiveram um aumento de 22,8 mil para 30,9 mil no mesmo período. De acordo com o Ministério de Saúde, isso reflete um investimento mais forte nos processos de maior complexidade.
O ministério afirmou que a redução segue uma tendência mundial de substituição dos leitos de internação pelo atendimento ambulato-rial e domiciliar.
"A redução segue tendência mundial de desospitalização - com os avanços tecnológicos, tratamentos que exigiam internação passaram a ser feitos no âmbito ambulatorial e domiciliar, com ampliação e reforço da atenção primária e de ações de prevenção e promoção", afirmou, em nota.
Contudo, números do orçamento do ministério não refletem aumento do investimento em atenção básica. Nessa área, cujo avanço poderia explicar a redução de leitos, os dados orçamentários de 2014 até 2018 também mostram uma diminuição dos gastos. As despesas caíram de R$ 22,6 bilhões em 2014 para R$ 20,8 bilhões no ano passado. Corrigida pela inflação, a queda foi de 8%.
Crise de financiamento
No caso do orçamento executado para a assistência hospitalar e ambulatorial, houve aumento nominal desde 2014, mas uma queda real quando corrigida pelo IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor). Em 2014, o orçamento era de R$ 54,6 bilhões e em 2018 apresentou redução de R$ 3 bi, chegando a R$ 51,5 bi em valores corrigidos.
Segundo o professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e doutor em saúde pública Mario Dal Poz, a diminuição pode ser explicada por três eixos.
"Um é decorrente da melhoria do conhecimento, dos protocolos; um segundo, ruim, que é decorrente da crise de financiamento que a gente tem, principalmente no Sistema Único de Saúde; e o terceiro, que é o processo de gestão, que vem reduzindo progressivamente o tamanho dos hospitais", disse o professor.
Para o coordenador da Comissão Pró-SUS do CFM (Conselho Federal de Medicina), Do-nizetti Giamberardino, existem "vários fatores" no processo de diminuição dos leitos de urgência, mas o principal seria a redução no repasse de verbas.
"À medida em que você tem um menor financiamento do sistema SUS, você tem um fechamento dos leitos", explica.
Para o secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Mauro Junqueira, existe um "sub-financiamento crônico" da saúde no Brasil. Ele afirma que a situação ficou ainda mais complicada depois da Proposta de Emenda Constitucional do Teto de Gastos, aprovada pelo Congresso em 2016, que limitou os investimentos na área por 20 anos. As informações são do jornal O Globo.
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O governo diz que facilitará a importação de remédios à base de Cannabis

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo pretende simplificar e acelerar a entrada de medicamentos à base de canabidiol no País, o que incluiria acabar com taxas de importação. A declaração foi feita na sexta (16) durante entrevista à rádio CBN. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
"O que acho que tem que ser feito rapidamente é retirar toda essa burocracia, simplificar, retirar qualquer carga de imposto, se é que exista, ou taxa de importação. O País tem que tornar muito rápido e ágil a chegada do remédio, do medicamento", afirmou.
Lorenzoni, contudo, diz que vai aguardar o fim da fase de consulta pública sobre duas resoluções da Anvisa que tratam de medicamentos à base de canabidiol para tomar medidas. O prazo de ambas termina na próxima segunda (19).
Uma trata do plantio de maconha para fins medicinais, enquanto a outra dispõe sobre o registro e monitoramento de medicamentos.
O governo é contra a resolução sobre a liberação do plantio de Cannabis no País. Onyx afirmou na entrevista que a medida pode "abrir a porta para a liberação de drogas no Brasil".
"Essa questão do plantio com, entre aspas, uso medicinal abre essa porta de maneira muito clara e objetiva.
E é essa a porta que não queremos abrir." O ministro diz que o impasse deve ser resolvido nos próximos 30 dias porque trata-se de "uma questão humanitária muito grave".
Em entrevista concedida no fim de julho, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, afirmou que o governo avaliava medidas para frear o processo de aprovação do cultivo.
"Somos contra a legalização da maconha, e o que a Anvisa está fazendo é o primeiro passo para legalizar a maconha no Brasil", disse, na ocasião.
"Essa é uma ação regulada pelo Congresso, e em alguns poucos lugares pelo Judiciário. Nunca uma agência se dispôs a liberar a produção de maconha. É a primeira vez no mundo isso que a Anvisa está tentando fazer", afirma. "Todos os países que tomaram essa medida, mesmo equivocada, foi através do Congresso, e não por quatro diretores de uma agência. Isso não tem sentido nenhum." Em junho, a Anvisa colocou em consulta pública duas propostas sobre o tema: uma com regras para o plantio por empresas e outra para registro de medicamentos que podem ser gerados neste processo. O objetivo é aumentar o acesso a remédios à base de derivados da planta, como o canabidiol, e diminuir o custo desses produtos.
A Anvisa defende que as resoluções vão favorecer a produção nacional de medicamentos à base de Cannabis com segurança e permitir um maior acesso da população a eles.
O plantio de Cannabis é proibido no Brasil.
Mas a lei 11.343, de 2016, prevê a possibilidade de que o cultivo "para fins medicinais e científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização" seja autorizado pela União.
As doenças mais tratadas com mais frequência com o medicamento são epilepsia, autismo, dor crônica, doença de Parkinson e alguns tipos de câncer.
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CONSULTOR JURÍDICO

Médicos podem divulgar titulações, apesar de veto do conselho federal, diz juíza

A juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou que médicos da Associação Brasileira de Médicos com Expertise de Pós-Graduação tenham o direito de divulgar e anunciar suas respectivas titulações de pós-graduação lato sensu. A divulgação havia sido proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Na ação, a magistrada afirma que restringir os profissionais médicos de dar publicidade às titulações de pós graduação é uma prática que não encontra amparo no ordenamento jurídico.
Assim, o Conselho Federal de Medicina está a malferir tanto o princípio constitucional da legalidade como também das liberdades individuais, previstos no artigo 5º, incisos II e XIII, extrapolando os limites de seu direito regulamentar , afirma.
Segundo a juíza, o conselho extrapolou o poder regulamentar ao impor restrições à publicização das titulações de pós graduação, permitindo-a somente na ocorrência de residência médica ou pela aprovação na prova de título de especialista realizada exclusivamente por Sociedade Médica afiliada à Associação Médica Brasileira.
Assim, a questão posta evidencia estreita ligação com a garantia de direitos constitucionais que asseguram o exercício do trabalho de modo geral incluindo, obviamente, o exercício regular da Medicina , diz.
Restrições
De acordo com os advogados do escritório Cezar Britto & Reis Figueiredo Advogados Associados que representam a Associação, o CFM criou restrições ao exercício pleno da medicina ao estabelecer que apenas os profissionais médicos com titulação registrada nos Conselhos Regionais poderiam ter o direito de anunciar suas especialidades profissionais.
Identificamos uma clara intenção de reservar, de modo abusivo, o mercado profissional, em prejuízo aos profissionais médicos representados pela associação , explica o advogado Bruno Reis.
A ação, que contou com o parecer do ex presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, defendeu que impossibilitar o exercício pleno profissional e sua divulgação à coletividade, como essência do ser humano, desde que atendidos os requisitos da lei, é acometer de prejuízo praticamente insanável aos profissionais representados, porquanto a dinâmica do mercado funcional da Medicina reclama, a todo momento, que estes se qualifiquem e tenham condições plenas de angariar pacientes e manter sua própria subsistência e familiar .
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PODER 360

Conselho Federal de Medicina ainda não definiu data para regulamentar telemedicina

Órgão recebeu sugestões até 31 de julho

Crescente no Brasil, a prática da telemedicina carece de regulamentação atualizada. O CFM (Conselho Federal de Medicina), responsável por estabelecer as regras de exercício da profissão, revogou em fevereiro a resolução que havia lançado sobre o tema e ainda não definiu data para voltar a discutir o assunto.
A telemedicina é o uso de tecnologias de informação para facilitar o desempenho de médicos, seja na troca de informações, diagnóstico ou mesmo atendimento ao paciente.
A última resolução do Conselho a respeito do assunto é de 2002 e, portanto, está desatualizada sobre uma série de tecnologias com potencial de uso para a medicina. O texto, que está em vigor, estabelece que a utilização dos meios eletrônicos deve ter o objetivo de "assistência, educação e pesquisa em saúde".
É prevista, por exemplo, a emissão de laudo médico a distância, mas sem interação do profissional com o paciente: o médico responsável, em busca de uma segunda opinião sobre exames, por exemplo, pode consultar outro médico e chegar a uma conclusão. A "teleconsulta" , principal polêmica sobre o tema, não é citada no texto.
A falta de uma resolução atualizada e de uma regulamentação da prática abre espaço para que planos de saúde e hospitais particulares implementem a telemedicina de maneira mais conveniente para as empresas.
Um exemplo é o Hospital Albert Einstein, 1 dos maiores da América Latina, que oferece o serviço aos seus pacientes todos os dias, 24 horas. As consultas são feitas por meio de teleconferências em um sistema interno no site da empresa.
Em vídeo institucional divulgado no site do hospital, é informado que o exercício da telemedicina segue "protocolos internacionais" e já é feito "há muitos anos" . Um dos serviços oferecidos é a consulta a distância, em casos de "baixa complexidade" e em consultas de retorno.
A Amil, maior plano de saúde do país, lançou o atendimento ao paciente por videoconferência em 8 de julho. A operadora esclarece que, inicialmente, ele está disponível para 180 mil clientes da linha premium, "mas a expectativa é expandir o serviço de acordo com a demanda e os resultados da 1ª fase de implementação" .
A Amil esclarece que o teleatendimento é voltado a casos comuns e de baixa complexidade -como gripes, dores de garganta e de barriga, diarreia, náusea, alergia e afins. A consulta é feita por meio do aplicativo da operadora, Amil Clientes .
Ao tomar conhecimento dessa oferta de serviços de teleatendimento, o CFM emitiu uma nota , em 8 de julho, afirmando que "o exame médico presencial é a forma eficaz e segura de se realizar o diagnóstico e tratamento de doenças" .
Além disso, a entidade informou que iria solicitar explicações às instituições médicas que estivessem trabalhando com telemedicina. As empresas e médicos que trabalham com telemedicina, por sua vez, alegam que não há proibição do uso da tecnologia para o exercício médico.
Embora o serviço esteja crescendo no Brasil, ainda há 1 forte movimento contra a prática em entidades de médicas. É o caso da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), que é contra a chamada "teleconsulta" .
Dr. Gutemberg da Costa, presidente da Federação, explica que "a telemedicina é bem vinda, mas não a teleconsulta" . A divisão que ele faz se trata do uso da tecnologia entre profissionais e entre médico e paciente.
O 1º caso, segundo ele, é positivo, pois permite que 1 médico consulte colegas para interpretar exames e chegar a diagnósticos mais completos, além de possibilitar trocas de experiências, conferências, palestras e outras iniciativas educativas.
O 2º caso é que seria o problema. "Eu não tenho como examinar uma pessoa com dor de garganta a distância. Essa consulta não será decente, não tem qualidade" , argumenta.
O SUS (Sistema Único de Saúde) tem uma iniciativa de uso da tecnologia para intermediar atividades médicas, o Telessaúde. De acordo com o Ministério da Saúde, ele está sendo estruturado "para que os serviços e as informações em saúde cheguem a toda a população, transpondo barreiras".
Em nota enviada ao Poder360, o Ministério informou que os resultados buscados são:
A assessoria de imprensa do órgão informou, porém, que não há iniciativas de teleconsultas. A telessaúde é constituída de contato entre profissionais e gestores da área da saúde, telediagnósticos -como permitido na resolução de 2002-, telemonitoramento de parâmetros de saúde e a regulação a distância- avaliação e planejamento de ações, por exemplo.
Uma pesquisa divulgada pelo Healthcare Inovation em janeiro de 2015 mostra que 75% dos pacientes que nunca usaram telemedicina demonstraram interesse no serviço. Os dados são de registros eletrônicos de saúde de Austin, no Estado norte-americano de Texas.
Estudo publicado em dezembro de 2018 na revista acadêmica Health Affairs analisou os resultados da pesquisa da Associação Médica Americana de 2016 e descobriu que só 15,4% dos médicos utilizavam a telemedicina, segundo matéria da Bloomberg .
O cenário atual, porém, é de crescimento da prática. Estudo divulgado em 2016 pela HIMSS Analytics -da Healthcare Information and Management Systems Society (HMSS )- aponta que a telemedicina cresce 3,5% no país norte-americano. De 2014 a 2016, a adoção desse serviço por hospitais cresceu de 54,5% para 61,3%.
Planos de saúde já oferecem algumas consultas virtuais, além de programas estatais como o Meicaid , que atende famílias de baixa renda. Além disso, a quantidade de startups de telessaúde têm aumentado no país, financiados por hospitais e empresas farmacêuticas, como o HeyDoctor, Roman e Hims.
De acordo a Axios , investidores e empresas de tecnologia investiram US$ 10 bilhões no setor da telemedicina em 2018.
A empresa Venrock, com dinheiro investido em 80 empresas de saúde, publicou pesquisa anual com profissionais da área e mostrou 78% acredita que o número de empresas de tecnologia na saúde aumentará significativamente em 2019. A pesquisa foi feita com 250 profissionais de saúde de 4 a 15 de março de 2019. Eis a íntegra .
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A GAZETA

Artigo - A experiência do paciente

Aprioridade atribuída à experiência do paciente pelas organizações de saúde em todo o mundo tem sido grande, porém, o mesmo ainda não acontece no Brasil. Muitos profissionais de saúde ainda não sabem o que quer dizer "experiência do paciente", de forma a fazer confusão com satisfação do paciente. Mais do que nunca, a experiência do paciente se faz através de um esforço integrado entre qualidade, segurança, custo e resultados assistenciais.
Por definição, a experiência do paciente abrange a gama de interações que os pacientes têm com o sistema de saúde, incluindo planos de saúde, médicos, enfermeiros demais profissionais em hospitais, práticas médicas e outros serviços de saúde.
Como parte integrante da qualidade dos cuidados de saúde, a experiência do doente inclui vários aspectos da prestação de cuidados de saúde que os doentes valorizam muito quando procuram e recebem cuidados, tais como, por exemplo, o agendamento de consultas antecipadas e o acesso fácil à informação e à boa comunicação com os prestadores de cuidados de saúde.
Entender a experiência do paciente é um passo-chave na mudança em direção ao cuidado centrado no paciente.
Analisando vários aspectos da experiência do paciente, podemos avaliar até que ponto os pacientes estão recebendo cuidados que são respeitosos e respondem às preferências, necessidades e valores individuais. Avaliar a experiência do paciente, juntamente com outros componentes, como a eficácia e a segurança dos cuidados, é essencial para fornecer uma imagem completa da qualidade dos cuidados de saúde. Os termos satisfação do paciente e experiência do paciente são frequentemente usados indistintamente, mas não são a mesma coisa. Para avaliar a experiência do paciente, é preciso saber dos pacientes se algo que deve acontecer em um ambiente de saúde (como a comunicação clara com um provedor) realmente aconteceu ou quantas vezes isso aconteceu.
Satisfação, por outro lado, é sobre se as expectativas de um paciente em relação a um encontro de saúde foram cumpridas. Duas pessoas que recebem exatamente o mesmo cuidado, mas que têm expectativas diferentes de como esse cuidado é suposto ser entregue, podem dar classificações de satisfação diferentes por causa de suas diferentes expectativas.
Evidências substanciais apontam para uma associação positiva entre vários aspectos da experiência do paciente, tais como boa comunicação entre provedores e pacientes, e vários importantes processos e resultados de cuidados de saúde. Esses processos e resultados incluem a adesão do paciente às orientações médicas e multiprofissionais, melhores resultados clínicos, melhores práticas de segurança do paciente e menor utilização de serviços de cuidados de saúde desnecessários.
A experiência do paciente permite que pacientes, famílias e cuidadores definam o "valor" do cuidado prestado, fazendo com que as organizações de saúde foquem seus esforços no que importa para eles e não apenas no que é considerado problema. Os profissionais de saúde devem trabalhar para estabelecer novas relações com pacientes, famílias e cuidadores.
Fortalecer a experiência do paciente, muitas vezes significa implementar passos simples que poderiam fazer a diferença. Alguns exemplos: aumentar o cuidado para que o cuidador/paciente seja compreendido; manter uma conversa aberta com o paciente; interpretar as demandas dos pacientes e familiares de acordo com seus valores pessoais e culturais, suposições e crenças; compreender o cuidador como um 'parceiro'. Algumas barreiras comuns que impactam na boa experiência do paciente são a linguagem (seja pelo fato do paciente não falar a língua do país, ou pelo fato dos profissionais de saúde usarem apenas termos técnicos e incompreensíveis ao paciente), atitudes, expectativas não atendidas e estresse.

Alexia Costa - Diretora de Ensino e Capacitação do IBES (Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde)

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FOLHA ONLINE

Programa reduz 33% das infecções em UTIs

Dados são de 119 hospitais do país; quase mil vidas foram salvas em 18 meses

Um projeto dos cinco hospitais filantrópicos que integram o Proadi-SUS em conjunto com o Ministério da Saúde reduziu em 33,4% o número de infecções gerais em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Nos 18 meses do programa Saúde em Nossas Mãos, que vai até 2020, mais de 2.800 infecções foram evitadas e 948 vidas foram salvas
O programa foi oficializado em maio de 2017 e de lá para cá milhares de funcionários e colaboradores de outros 119 hospitais em 25 estados receberam treinamentos e participaram do projeto. A meta inicial era reduzir as infecções em 30%. Já a meta final, cujo resultados devem ser apresentados em outubro de 2020, é de redução de 50%.
Entre os representantes dos hospitais filantrópicos é consenso que há dificuldade de disseminar a importância de práticas e hábitos simples que podem evitar infecções nas UTIs. O projeto criou, como previsto na sua metodologia, consensos e padrões para facilitar o treinamento de médicos, enfermeiros e demais colaboradores dos hospitais atendidos.
O PNSP (Programa Nacional de Segurança do Paciente) teve um papel fundamental para que o projeto fosse criado. Segundo Henrique Neves, diretor-geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira do Hospital Albert Einstein, quando o programa foi criado, em 2013, a necessidade de enviar ao ministério, periodicamente, dados sobre eventos adversos (como as infecções) movimentou os hospitais filantrópicos para que houvesse a redução das taxas de infecção.
Com alguns casos de sucesso internos, o que os hospitais da rede Proadi notaram é que ao integrar melhor as equipes com a chefia era possível mitigar os casos de infecções.
Juntos, os hospitais filantrópicos propuseram ao Ministério da Saúde a criação de um programa nacional com foco no combate aos três principais tipos de infecção em UTIs: IPCSL (infecção primária da corrente sanguínea associada a cateter venoso central), PAV (pneumonia associada à ventilação mecânica) e ITU-AC (infecção do trato urinário associada a cateter vesical).
No primeiro ano e meio do Saúde em Nossas Mãos, foram economizados R$ 149 milhões em recursos do SUS que seriam destinados a exames e remédios para infecção.
Além disso, a queda no número de infecções impacta, também, a disposição de leitos do SUS. Segundo disse Francisco de Assis Figueiredo, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, ao dar alta para um paciente que não teve infecção, aumenta-se a rotatividade dos leitos para que outras pessoas possam ser atendidas.
Bernardete Weber, superintendente do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) concorda. Ela explica que hoje, com surtos como o do sarampo, há uma pressão maior por mais leitos emergenciais disponíveis. "Há pressão da porta de entrada [dos hospitais] pedindo mais leitos, especialmente agora com esses surtos que imputam maior necessidade. Na medida em que evitamos uma infecção temos um leito a mais disponível na UTI".
Para Figueiredo, o grande desafio da saúde no Brasil é mudar o que chamou de "cultura da não disseminação do conhecimento". A sugestão dele para corrigir o problema é que os hospitais que participaram do projeto repassem o aprendizado para hospitais próximos.
O clínico geral Sidiner Mesquita Vaz, da Casa de Caridade de Carangola, em Minas Gerais, se emocionou ao falar sobre a importância do projeto para o corpo de funcionários dos hospitais que, como ele, receberam o treinamento do Saúde em Nossas Mãos. "A partir do momento que eu abri as minhas mãos e peguei os instrumentos como me foi ensinado, eu consegui me instrumentalizar e perceber que tinha uma equipe multidisciplinar na minha frente o tempo todo. Que bom que vocês conseguiram me resgatar e resgatar o meu amor pelo meu trabalho, obrigado."
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CONSULTOR JURÍDICO

Médicos auxiliarão juízes em pedidos urgentes sobre remédios

A partir desta segunda-feira (19/8), os juízes podem contar com o auxílio de um grupo de médicos para analisar os pedidos urgentes sobre remédios. Com isso, os juízes poderão tomar decisões com mais celeridade e segurança.
O serviço é uma iniciativa conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Hospital Israelita Albert Einstein e do Ministério da Saúde. Conforme o provimento que regulamenta o serviço, ele funcionará sem interrupções, inclusive nos finais de semana.
Sempre que solicitados pelos juízes, os profissionais de saúde avaliarão os pedidos e fornecerão o respaldo técnico necessário para atestar se a demanda é de fato urgente. Em caso positivo, os especialistas verificarão, à luz do estado das ciências médicas, se é pertinente a Justiça conceder a medida solicitada pelo paciente (ou sua família).
A chamada medicina baseada em evidências é uma avaliação crítica que verifica a pertinência da adoção de um tratamento de acordo com os princípios da efetividade, eficácia, eficiência e segurança do medicamento ou do procedimento prescrito.
Com a consultoria técnica de profissionais de várias especialidades, o juiz terá lastro para tomar sua decisão. O serviço de apoio técnico estará à disposição dos magistrados dos tribunais de Justiça e dos tribunais regionais federais que se cadastrarem na plataforma do CNJ.
Todo parecer técnico sobre determinado pedido será armazenado na plataforma digital, batizada NAT-JUS Nacional, e ficará disponível para que outros magistrados possam consultar o documento na análise de casos semelhantes, no futuro.
Um serviço semelhante - o e-NatJus - que já existe desde novembro de 2017, ainda não respondia a casos urgentes nem estava funcionando de forma a interligar todos os núcleos estaduais de apoio técnico aos magistrados em demandas médicas (NAT-JUS).
e-NatJus
O e-NatJus também foi disciplinado no mesmo provimento publicado nesta segunda-feira (19/8) pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, que destacou que os magistrados federais e estaduais poderão solicitar apoio técnico ao Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NAT-JUS) do seu estado ou ao NAT-JUS Nacional quando levados a decidirem sobre a concessão de determinado medicamento, procedimento ou produtos.
Esse apoio técnico, quando solicitado, deverá ser materializado por meio do e-NatJus, hospedado no site do Conselho Nacional de Justiça. Nas hipóteses em que o tribunal local já dispuser de um sistema próprio, o magistrado poderá solicitar, por meio do sistema do seu tribunal, sendo que emitido o parecer no caso concreto, o núcleo estadual (NAT-JUS) deverá alimentar a base de dados do e-NatJus, com suas respectivas notas técnicas. Com informações da assessoria de imprensa do CNJ.
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Decisão jurídica não pode inviabilizar operadora de saúde, diz Noronha

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, disse nesta sexta-feira (16) que é preciso discutir o modelo de saúde suplementar adotado atualmente no Brasil. "Este modelo, a economia brasileira não suporta. O modelo é caríssimo", afirmou.
Noronha participou do 9º Congresso Jurídico de Saúde Suplementar, em Brasília. "A matemática dos planos de saúde" foi o tema debatido pelo presidente do STJ e pela professora Luciana Yeung, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). O mediador do painel foi o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin.
Para o presidente do STJ, é preciso distinguir o impacto de uma decisão tomada em um tribunal do impacto que a ordem jurídica exerce sobre a economia. "Quando começamos, no Judiciário, a condenar a operadora a prestar serviço para o usuário que não pagou o plano, estamos colocando em risco todo o sistema, além de aumentar o custo do serviço", explicou.
Noronha apresentou o modelo que foi utilizado para a reestruturação do plano de saúde do STJ, o Pró-Ser -que inclui servidores da ativa e aposentados (e seus dependentes) e os ministros do tribunal-, como exemplo de boa gestão e um caso de matemática aplicada para equilibrar as reservas financeiras.
Segundo o ministro, os números mostram que foi acertada a decisão de reestruturar o Pró-Ser, criando um fundo de emergência para garantir que ele continue a atender com excelência, solucionando os problemas decorrentes das despesas excedentes.
"Agimos com inteligência. Estabelecemos um teto para a contribuição. Limitamos a responsabilidade do funcionário em R$ 15 mil. Com isso, conseguimos estancar o déficit do plano de saúde e, ao mesmo tempo, evitamos um saque nas nossas reservas", explicou.
De acordo com Noronha, foi preciso fazer uma revisão geral no plano do STJ, pois as despesas estavam crescendo sistematicamente mais do que as receitas. Além disso, a população está envelhecendo, demandando cada vez mais serviços médicos.
"Nosso objetivo foi garantir a perenidade e a sustentabilidade do Pró-Ser dentro da atual realidade orçamentária", concluiu. Com informações da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
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Rosane Rodrigues da Cunha
Assessoria de Comunicação 


Assessoria de Comunicação - Sindhoesg - 19/08/2019

 

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