Clipping

CLIPPING SINDHOESG 03/01/20

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUE
Ministério Público denuncia problemas no HDT, em Goiás
HDT recusa pacientes, diz MP
Mestrado de estudos clínicos em diabetes chega ao Brasil em 2020
Médicos que viraram pacientes falam em novo livro sobre suas fragilidades
Falência de fabricantes anuncia crise no setor dos antibióticos
Novo sistema de combate ao Aedes aegypti é testado em Goiânia


TV ANHANGUERA

Ministério Público denuncia problemas no HDT, em Goiás
https://globoplay.globo.com/v/8208649/programa/

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O POPULAR

HDT recusa pacientes, diz MP

SAÚDE PÚBLICA Ministério Público pede para que hospital pare de pedir bloqueio de leitos. Segundo o órgão, medida foi adotada 464 vezes em 7 meses e 7 mil deixaram de ser atendidos

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) foi alvo de uma lista de recomendações do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que incluía o conserto de aparelhos quebrados, a retomada de funcionamento de leitos e a recontratação de médicos demitidos. Entre as recomendações estava um dado que ainda não havia sido publicizado: a unidade está constantemente deixando de receber pacientes via regulação municipal.
A Central de Regulação Municipal é o órgão, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, responsável por dar encaminhamentos de pacientes para exames, leitos e consultas. Segundo o MP-GO, nos últimos sete meses, o HDT bloqueou o recebimento desses pacientes via Central de Regulação Municipal por 464 vezes, uma média de pelo menos dois pedidos por dia. Ou seja, foram 464 períodos de tempo em que a regulação não pode contar com as vagas disponíveis no HDT.
O tempo desses bloqueios varia e a justificativa também, podendo ser por superlotação, estruturais e outras questões. Segundo cálculo da promotora que fez a recomendação, Villis Marra, da 78ª Promotoria do MP-GO, se cada bloqueio desses durou cerca de 5 horas, o total desses períodos representam que o hospital deixou de receber aproximadamente 7 mil pessoas. A promotora recomenda que o hospital pare de realizar esses bloqueios.
Em outubro, auditoria da SMS constatou irregularidades na oferta de leitos no HDT. Segundo a secretaria municipal, dentre os problemas, foram encontrados leitos considerados ocupados, mas no nome de acompanhantes de pacientes.
A reportagem do POPULAR apurou que servidores da Central de Regulação têm que insistir diariamente com administração do HDT para que a unidade receba pacientes graves com o perfil do hospital. A situação foi denunciada ao MP-GO.
O HDT é administrado pela Organização Social (OS) Instituto Sócrates Guanaes (ISG) desde 2012 e é referência em doenças infecciosas e dermatológicas como HIV, tuberculose e meningite. A unidade também é especializada em picadas de animais peçonhentos.
Segundo o site da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), o HDT possui 111 leitos, sendo que 9 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e 4 de UTI pediátrica.
Procurado pela reportagem, o ISG, responsável pelo HDT, não entrou em detalhes sobre as motivações dos bloqueios. Em nota, garantiu que eles foram "fundamentados pelo setor de manutenção do hospital, pela necessidade de correção contínua, e os referidos leitos foram liberados logo que as manutenções foram concluídas e se encontram disponíveis para atendimento". Apenas um leito está bloqueado, segundo o ISG, por pedido da SES-GO.
Ainda em nota, o ISG informou que não teve acesso ao resultado da auditoria da SMS no HDT e só se manifestará depois disso. Mesmo assim, o hospital adiantou que não procedem as irregularidades apontadas.
Demissões
As recomendações do MP-GO foram feitas no dia 13 de dezembro e são direcionadas para o diretor-presidente do ISG, André Mansur, e o titular da SES-GO, Ismael Alexandrino. Elas foram motivadas por uma série de denúncias que chegaram ao órgão de servidores, uma delas assinada por seis médicos.
Um dos problemas apontados que pode trazer "prejuízo à prestação de serviço com qualidade e eficiência", na visão do MP, é a demissão de servidores. Segundo o órgão, foram demitidos dois pediatras em maio e cinco médicos em outubro.
Reportagem do POPULAR do dia 10 de outubro mostrou que as demissões foram realizadas na área do pronto-socorro. A mudança fez parte de um "redimensionamento médico" da unidade, no contexto de uma nova diretoria-geral da unidade e a assinatura de um termo de aditivo contratual que permitia a gestão do HDT pelo ISG só até o dia 24 de dezembro deste ano. Segundo o ISG, foi feito um novo aditivo que prorrogou o contrato novamente, até 24 de junho de 2020.
Na época das demissões, a gestão da unidade defendia que a média de pacientes por hora permitia um pronto-socorro com apenas um médico plantonista, ao invés de dois. A medida provocou revolta nos servidores do hospital, que chegaram a fazer manifestações públicas denunciando a situação do local.
Procurado pela reportagem, o ISG enviou uma nota garantindo que "o quadro médico da unidade supre toda necessidade operacional do HDT, garantindo a qualidade da assistência prestada aos pacientes e o cumprimento de todas as metas pactuadas em contrato de gestão com a SES-GO".
Equipamentos
Além das recomendações para deixar de recusar pacientes da regulação e recontratar médicos, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) pede sejam consertados ou trocados, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), os aparelhos médicos estragados ou com defeito.
Segundo o texto da recomendação da promotora Villis Marra, da 78ª promotoria do MP-GO, os aparelhos que fazem os exames de broncoscopia e tomografia estão sem funcionar, sendo que o problema do último se estende desde maio.
A tomografia computadorizada é um exame que permite visualizar o interior do corpo em 3D, semelhante a um de raios X, mas bem mais detalhado e preciso. Ela pode identificar tumores, lesões e traumas, por exemplo. Já a broncoscopia é um exame que verifica o sistema respiratório utilizando uma câmera na ponta de um cabo.
O Instituto Sócrates Guanaes (ISG), Organização Social (OS) responsável pela gestão do HDT, informou que o processo de compra do broncoscópio está em andamento, após repasse financeiro feito pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) em 12 de dezembro.
Sobre a tomografia, o ISG informou que deu início ao processo para contratar empresa que vai instalar o aparelho no hospital. Além disso, a SES-GO informou no dia 12 de dezembro que as unidades de saúde vão assumir os serviços radiológicos. Uma empresa terceirizada para realizar o serviço deve ser contratada.
Estado
Em nota, a SES-GO garantiu que todas as recomendações do Ministério Público já estão sendo feitas desde o início da nova gestão, em janeiro de 2019. A pasta alega que todos os repasses financeiros da atual gestão foram realizados em dia e que se empenha para pagar as dívidas da gestão anterior.
De acordo com o site da transparência do Governo de Goiás, o ISG tem a receber R$ 8,5 milhões de repasses atrasados de 2018 para a gestão do HDT.
Já em relação aos problemas de fiscalização do contrato, a SES-GO diz que houve avanço nesse sentido. E sobre a infraestrutura, alega que já passou verba para a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) para a realização de reformas. (02/01/20)
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A REDAÇÃO

Mestrado de estudos clínicos em diabetes chega ao Brasil em 2020

Goiânia - O primeiro mestrado voltado aos estudos clínicos em diabetes chega ao Brasil em 2020. Responsável por oferecer sua estrutura, o Hospital Universitário João de Barros Barreto da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém (PA), também irá proporcionar a oportunidade de exercitar práticas ambulatoriais para os novos pós-graduados.

Ao todo, são 20 vagas disponibilizadas para profissionais da saúde. Quatro dessas são reservadas ao Programa de Apoio à Qualificação dos Servidores Docentes e Técnico-Administrativos da UFPA (PADT-UFPA). A candidatura pode ser feita até o dia 5 de fevereiro.

A unidade de saúde é referência no tratamento da diabetes e contribui para a produção de conhecimento científico sobre a doença na região. A UFPA possui autorização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para ofertar o curso.

A seleção será feita por meio de prova escrita, análise de projeto e análise de currículo. Para concorrer às vagas, o candidato deverá preencher a ficha de inscrição (Anexo I do Edital), realizar o pagamento e apresentar a documentação exigida no edital.

O mestrado terá duas linhas de pesquisa:

- Diagnóstico, tratamento de diabetes e suas complicações
- Prevenção e qualidade de vida no diabetes
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FOLHA DE S.PAULO


Médicos que viraram pacientes falam em novo livro sobre suas fragilidades

Anorexia, câncer, alcoolismo e outras doenças fazem parte de relatos da obra 'Quando Fui Paciente'
Cláudia Collucci

Médicos nas cadeiras dos pacientes. Aquele que cuida da saúde de outras pessoas agora é quem adoece, quem precisa de tratamento. Na obra "Quando Fui Paciente" (ed. Guayabo), médicas e médicos de família trazem, por meio de contos, crônicas e poemas, relatos de suas dores e fragilidades diante de doenças e refletem sobre o que significa adoecer.
É o segundo livro do projeto Causos Clínicos, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. No primeiro, de -2018, os profissionais relatam histórias de atendimentos de pacientes.
Agora, são eles os protagonistas do adoecimento, vivenciando casos de câncer, hepatite, anorexia, depressão, transtorno bipolar, abuso de álcool, febre, convulsões, infecções, lesões de ligamento entre outros problemas.
"Não apenas somos vulneráveis como talvez sejamos até mais vulneráveis que a maioria das pessoas, exatamente por incorporar o papel social de quem cuida, não de quem é cuidado. É doído sentar na cadeira do paciente. Mas também é transformador" afirma o médico Rodrigo Lima, coordenador do projeto.
Um dos autores do livro, ele relata sobre o diagnóstico e tratamento quimioterápico de um câncer de testículo.
Discorre sobre a culpa causada pela falsa ideia de que poderia ter descoberto o tumor antes ("Imbecil, vacilão. Devia ter investigado isso...") e do inconformismo numa internação na UTI ("Qualquer pessoa sabia que eu não deveria estar ali, e eu jamais vou me conformar em ver gente que aplica protocolo sem ter o mínimo de crítica ao processo").
Lima conta que em alguns textos, em que houve muita exposição, contatou os autores para checar se era aquilo mesmo que eles desejavam. "Ninguém voltou a trás."
Ele mesmo só conseguiu entregar o relato no final do prazo. "E olha que o problema que eu tive, o câncer, envolve menos estigma, não se trata de uma questão de saúde mental. Há histórias fortíssimas. O pessoal escreveu na veia."
Várias das doenças são psiquiátricas como depressão, ideação suicida, bipolaridade, anorexia e abuso de álcool e cigarro, o que torna os relatos ainda mais corajosos.
"Às vezes eu choro por vergonha. Pela vida jogada fora. Pela obesidade e a falta de ar. Pela bronquite e pelo câncer à espreita. Quase sempre me prometo um dia diferente. É um trio de cordas: o cigarro para animar, a cerveja para acalmar, o corpo para arrebentar", escreve o médico Antônio Modesto.
"Não é fácil viver numa montanha-russa. Ora você está lá em cima, no ápice da sua vida, sendo linda, feliz, plena e capaz. No outro, você está pior e mais perdida que a pulga do cavalo do bandido", relata Jessica Leão, diagnosticada anos atrás com transtorno bipolar.
"Será que estou vivendo, sobrevivendo ou sendo um estorvo para todos ao meu redor? Tenho certeza de que a vida de todo mundo seria bem melhor sem a minha presença ra atrapalhar", escreveu Natália Henke em dois, quando foi diagnosticada com depressão.
Para Jessica, 28, o pior do processo de escrever sobre a doença não foi nem de expor publicamente suas fragilidades e pensar no que as pessoas iriam dizer, mas sim de olhar para dentro de si mesma.
"A gente se esconde por trás de tudo isso, quer ser forte, quer ser muralha, mas ninguém é assim. As pessoas vão e vão ver que eu sou vulnerável, mas ao mesmo tempo vão perceber também o quanto eu sou forte."
Segundo a médica, falar sobre doenças mentais ainda é um tabu muito grande. "Se você é doido, parece que não pode fazer mais nada da vida. Não é isso. Que bom ter estado do lado de cá [na condição de paciente], porque me ajuda a construir uma forma de ver o mundo diferente, olhar os pacientes de uma forma diferente. A empatia se transforma em uma coisa muito real."
Foi o que sentiu a médica Mara Costa Vieira, quando em dezembro de 2017 sofreu uma fratura no pé. "Foi um divisor de águas. Aprendi que não sabia nada além da teoria sobre empatia. Aprendi a ter, ainda mais, solidariedade com as pessoas com deficiência e infelizmente aprendi também que o mundo não está preparado para elas", escreve.
Mas como é se expor diante da categoria médica e dos próprios pacientes? "Entre médicos de família é muito tranquilo, somos uma rede de apoio. Mas é possível que colegas de outras especialidades não vejam com boas olhos. E muitos pacientes também. Parece que médico não pode ficar doente, é aquele ser elevado", afirma Jéssica.
Hoje, ela diz que se sente plena. "Se eu não estivesse bem, não teria dado conta de olhar tão fundo, falar tantas coisas."
Escrever e atuar em grupos Balint [que objetivam prevenir o burnout e aprimorar a relação médico-paciente], além de práticas de medicina tradicional chinesa e meditação, são ferramentas que a ajudam. "Há quase três anos não uso nenhuma medicação."
Foi na adolescência que a médica Andressa Paz passou a ter sintomas de anorexia nervosa, a Ana, como ela chama. "Comecei a viverem função da magreza que Ana me sugeria seguir. Logo pela manhã, ao acordar, lá estava ela me esperando no espelho", relata.
A ficha de que estava doente caiu durante a faculdade de medicina, quando visitou um estande do curso de nutrição e calculou o seu IMC (índice de massa corpórea): 1,65 m, 47 kg, IMC de 17,26.
"Hoje aos 25 anos, com o IMC na faixa da normalidade, posso afirmar que venci a maioria das batalhas, mas a guerra não acabou. Pensamentos sobre o corpo oscilam, encontrei o peso que eu me sinto satisfeita e, definitivamente, não é mais 47 quilos."
O processo de adoecimento de Natália Henke, 28, com transtorno depressivo e ideação suicida, começou em 2015, quando ela entrou para o internato de medicina e viveu uma quebra de expectativas.
"Via os pacientes sendo maltratados, situações de vida muito frágeis. Chegava em casa angustiada, com o peito apertado. Mas não encontrava compreensão entre os meus colegas ou na família. Minha válvula de escape era escrever, escrever."
Ela diz que naquele período cogitou abandonar a medicina, mas o que a resgatou, além da escrita, foi descobrir a especialidade medicina de família e comunidade.
Hoje ela diz estar bem emocionalmente. "O processo durou um ano e meio, até meados de 2016. Foi resolvido com terapia e remédios. Escrever sobre as nossas fragilidades ajuda as pessoas a perceberem que somos humanos."
Para Rodrigo Lima, o livro está gerando um impacto positivo. "Muitos médicos já vieram comentar. Você começa a enxergar a doença do seu paciente de forma diferente."
Ele espera que a obra provoque reflexões também do ponto de vista do paciente. "É uma possibilidade de ele ver como a gente costuma enxergá-lo, isso humaniza a relação. Ou de perceber que já passaram por profissionais que não os enxergaram. Questionar essa relação também está valendo."
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"A gente se esconde por trás de tudo isso, quer ser forte, quer ser muralha, mas ninguém é assim. As pessoas vão ler e vão ver que eu sou vulnerável, mas ao mesmo tempo vão perceber também o quanto eu sou forte Que bom ter estado do lado de cá [como paciente], porque me ajuda a olhar os pacientes de uma forma diferente. A empatia se transforma em uma coisa muito real"
Jessica Leão, médica de família e uma das autoras do livro
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Quando Fui Paciente
Editora Guayabo; 216 págs.; R$ 60; vendas pelo email causosclinicos@sbmfc.org.br
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Falência de fabricantes anuncia crise no setor dos antibióticos
Andrew Jacobs

Num momento em que os micróbios estão ficando mais resistentes aos antibióticos comuns, muitas empresas que estão desenvolvendo versões novas dos medicamentos estão perdendo dinheiro e fechando suas portas. Isso compromete gravemente os esforços para conter o avanço de bactérias letais, resistentes a antibióticos.
Startups fabricantes de antibióticos, como a Achaogen e a Aradigm, faliram nos últimos meses; gigantes farmacêuticos como Novartis e Aliergan abandonaram a área, e muitas das empresas americanas remanescentes de antibióticos estão perto da insolvêneia. Uma das maiores desenvolvedores de antibióticos, a Melinta Therapeutics, avisou reguladores recentemente que suas reservas de dinheiro estão se esgotando.
Especialistas dizem que as perspectivas financeiras sombrias para as poucas companhias ainda engajadas com a pesquisa de antibióticos afastam os investidores e ameaçam estrangular o desenvolvimento de novos medicamentos que podem salvar vidas, justamente quando eles são urgentemente necessários.
O problema é simples: as empresas que investiram bilhões de dólares para desenvolver os medicamentos não descobriram uma maneira de ganhar dinheiro com suas vendas. Diferentemente dos remédios para problemas crônicos como diabetes ou artrite reumatoide, que têm vendas enormes, a maioria dos antibióticos é prescrita por apenas alguns dias ou semanas, e muitos hospitais não se dispõem a pagar um preço alto pelos medicamentos novos.
Os desafios que se colocam para os fabricantes de antibióticos chegam em um momento em que muitas das drogas criadas para combater infecções estão ficando ineficazes contra bactérias e fungos, na medida em que o uso excessivo de medicamentos presentes há décadas levou esses fungos e bactérias a desenvolver defesas contra as drogas.
Sem novos medicamentos, a ONU diz que os mortos em todo o mundo podem chegar a 10 milhões por ano até 2050.
Os antibióticos mais novos já se mostraram eficazes contra alguns dos micróbios mais letais e resistentes, incluindo o antraz, pneumonia bacteriana, E. colie infecções de pele multirresistentes.
A experiência da empresa de biotecnologia Achaogen é um exemplo. A companhia passou 15 anos e gastou US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões) para obter a aprovação regulatória do Zemdri, que combate infecções urinárias.
Em julho a OMS (Organização Mundial de Saúde) acrescentou o Zemdri à sua lista de medicamentos essenciais.
Mas quando isso aconteceu, não restara ninguém na Achaogen para festejar. Com o preço de suas ações em quase zero e seus executivos não tendo conseguido levantar as centenas de milhões de dólares necessários para levar o medicamento ao mercado e fazer estudos clínicos adicionais, a empresa vendeu seus equipamentos de laboratório e demitiu seus cientistas remanescentes.
"Diferentemente dos medicamentos caros usados contra o câncer, que estendem a sobrevida do paciente por três a seis meses, antibióticos realmente salvam a vidas da pessoa", disse Larry Edwards.CEO da Tetraphase Pharmaceuticals. "É frustrante."
Especialistas em saúde pública dizem que a crise só pode ser resolvida com intervenção governamental Algumas ideias propostas e que têm respaldo amplo são o aumento dos reembolsos às empresas pela criação de antibióticos novos, verbas federais para formar e armazenar estoques grandes de medicamentos eficazes contra micróbios multirresistentes e incentivos financeiros para startups e para atrair de volta as gigantes do setor farmacêutico.
A indústria enfrenta mais um desafio: tendo sido bombardeados há anos com avisos para evitar o uso exagerado de antibióticos, os médicos relutam em prescrever as drogas mais recentes. Isso limita a capacidade dos fabricantes de recuperar os investimentos que fizeram nas investigações dos compostos.
Colaborou Matt Richtel; tradução de Clara Allain
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JORNAL OPÇÃO

Novo sistema de combate ao Aedes aegypti é testado em Goiânia

Por Thauany Melo

Inseticida é menos tóxico, o aplicador é mais prático e o método poderá ser aplicado dentro das residências

A Secretaria Municipal de Saúde está testando um aplicador mais prático e um inseticida menos tóxico, indicado pelo Ministério da Saúde para o combate do mosquito Aedes aegypti. Outra novidade é que o sistema de controle poderá ser aplicado dentro das residências, o que não era possível com os outros produtos.
Os agentes de endemias da capital estão em processo de aprendizado para manipular o produto e os testes já começaram a ser feitos em casas do Setor Finsocial.
O combate é focado no mosquito adulto, diferente das estações disseminadores, que atuam contra a larva do Aedes aegypti. A experiência já foi desenvolvida nos estados Minas Gerais e São Paulo, onde apresentou resultados positivos.
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Rosane Rodrigues da Cunha
Assessoria de Comunicação
 


Assessoria de Comunicação - Sindhoesg - 03/01/2020

 

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Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás

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