Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás

CLIPPING SINDHOESG 03/07/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Anvisa atualiza sistema de busca por medicamentos similares

Inteligência artificial reduz tempo de internação e otimiza custos

Brasil registrou 30 milhões de atendimentos via telemedicina. Tendência é de aumento para 2024

Hospital Oswaldo Cruz gera economia de R$ 13,4 milhões com Programa de Eficiência

AGÊNCIA BRASIL

Anvisa atualiza sistema de busca por medicamentos similares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas instruções para que pacientes e profissionais de saúde possam obter informações atualizadas sobre medicamentos similares intercambiáveis.

A legislação define como medicamento similar aquele que contém os mesmos princípios ativos, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. Ele pode ser diferenciado apenas por características como tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos.

“Atualmente, a grande maioria dos medicamentos similares já tem comprovação de equivalência terapêutica com os medicamentos de referência, o que garante a substituição de forma segura”, destacou a Anvisa.

Mudança

Desde 2014, a agência publicava e atualizava uma lista de medicamentos similares intercambiáveis. O esquema, segundo a própria Anvisa, não era produtivo, já que a lista se torna ultrapassada sempre que um registro de medicamento similar é publicado – o que pode ocorrer quase toda semana.

Com as novas instruções para se obter a relação de medicamentos similares intercambiáveis, por meio de um sistema de consultas, a proposta é que as informações sejam atualizadas diariamente, garantindo dados mais recentes do que a publicação de listas.

Orientações

Como saber se um medicamento similar é intercambiável e com qual medicamento de referência?

– Entre na seção de consulta de medicamentos, pelo aqui.

– Preencha os campos nome do produto ou número do registro.

– Você será redirecionado para uma tabela com o produto que cumpre critério de busca.

– Clique na linha que corresponde ao produto desejado.

– Você será redirecionado para as informações detalhadas do produto – verifique o medicamento de referência com o qual o produto é intercambiável no campo medicamento de referência.

Ainda segundo a Anvisa, o medicamento similar intercambiável é obrigado a inserir essa informação em sua bula. Portanto, uma forma de confirmar que o medicamento similar é intercambiável é consultar a própria bula.

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SAÚDE BUSINESS

Inteligência artificial reduz tempo de internação e otimiza custos

Tecnologia propõe um novo modus operandi ao otimizar custos, reduzir o tempo de internação e melhorar a qualidade do atendimento médico.

Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório sobre como a inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina (machine learning) podem colaborar em aspectos de financiamento da saúde. O documento abordou temas como previsão de gastos, gestão de riscos e detecção de fraudes, ressaltando os resultados positivos em velocidade e precisão de análise de dados, comparados aos métodos estatísticos tradicionais. 

A IA também é capaz de reduzir o tempo de internação. “Essa tecnologia tem favorecido a rotina hospitalar, integrando dados de consultas médicas, exames, procedimentos cirúrgicos e prontuários dos pacientes”, explica Paulo Henrique Bermejo, professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador em inovação tecnológica aplicada à saúde. 

A o ser incorporada ao cotidiano de clínicas e hospitais, a ferramenra otimiza processos, priorizando eficiência e melhores resultados para pacientes e profissionais da saúde.  

Consegue promover um atendimento de qualidade, assegurar normas de segurança assistencial e possibilitar um desfecho mais rápido, permitindo que o paciente volte para casa mais cedo. Por exemplo, imagine uma paciente de 21 anos sem comorbidades que procura o pronto-socorro com dor abdominal.  

Com a IA, é possível avaliar a trajetória dessa paciente, e de outras com características semelhantes, considerando não apenas sua queixa, mas também o histórico epidemiológico, tratamentos e desdobramentos em casos similares. 

 “Analisando os procedimentos feitos na unidade hospitalar, é possível receber uma série de informações úteis, como compreender as prescrições habituais de exames e medicamentos, o tempo de permanência no hospital, o intervalo para obtenção de um diagnóstico definitivo e como esse atendimento repercutiu na jornada do paciente”, destaca Bermejo. 

Essa otimização ocorre porque, a cada melhoria no processo, o registro do paciente é arquivado, o que tornan os procedimentos internos mais eficazes e permite um cuidado melhor e mais personalizado. “Isso contribui para que o desfecho seja mais rápido e seguro de modo que o paciente retorne para casa mais cedo”, ressalta o professor. 

A IA potencializa o trabalho médico, atuando como suporte e beneficiando os usuários. “Os algoritmos de inteligência artificial desempenham um papel fundamental, facilitando a rotina dos profissionais de saúde. Esses avanços estão redefinindo a maneira como trabalham, fortalecendo o vínculo entre médico e paciente e elevando a qualidade das práticas de cuidado. Ao transmitir informações relevantes para a eficiência operacional, automatiza tarefas repetitivas e libera tempo para atividades mais estratégicas, como o atendimento direto ao paciente”, afirma.  

Além disso, a IA pode diminuir as chances de problemas que afetam a satisfação do paciente e aumentam os custos dos tratamentos. 

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PORTAL G7

Brasil registrou 30 milhões de atendimentos via telemedicina. Tendência é de aumento para 2024


A telemedicina se consolidou como uma alternativa de atendimento durante a pandemia. Os números falam por si só no que diz respeito à evolução dessa forma de atender pacientes: foram mais de 30 milhões de atendimentos registrados em 2023. A informação é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde).

Esses dados indicam que a modalidade veio para ficar e a tendência é de alta para 2024. Os pacientes valorizam cada vez mais a comodidade no acesso à informação, a agilidade no atendimento e a possibilidade de se consultar com especialistas de qualquer lugar do país sem precisar sair de casa.

O Sistema Único de Saúde (SUS) já atua na modalidade digital. Graças a adoção do formato, pacientes em localidades remotas podem ter acesso a especialistas das grandes cidades. Entretanto, o próprio governo tem buscado clínicas privadas para viabilizar esse tipo de atendimento.

Quais são os principais benefícios da telemedicina?

O atendimento à distância é apenas uma das características da telemedicina. A lista de benefícios é extensa e cada vez mais os pacientes têm valorizado cada um desses aspectos.

Acesso remoto: permite que pacientes consultem profissionais de saúde sem a necessidade de deslocamento físico, o que é especialmente útil para pessoas que vivem em áreas remotas, com limitações de mobilidade ou que enfrentam dificuldades de acesso aos cuidados médicos. Redução de custos: pode reduzir os custos associados às consultas médicas, como despesas de viagem e tempo perdido no trabalho. Além disso, em alguns casos, consultas virtuais podem ser mais acessíveis do que consultas presenciais. Monitoramento remoto: permite o monitoramento contínuo de pacientes em suas casas, utilizando dispositivos médicos conectados à internet. Isso pode ajudar a detectar precocemente complicações e ajustar o tratamento de forma proativa. Redução do contágio: em situações de pandemia ou surtos de doenças contagiosas, a telemedicina pode ajudar a reduzir a propagação do vírus ao permitir que os pacientes recebam cuidados médicos sem a necessidade de visitar hospitais ou consultórios médicos lotados. Maior conforto para o paciente: alguns pacientes podem sentir-se mais confortáveis e relaxados em suas próprias casas durante as consultas, o que pode melhorar a qualidade da interação médico-paciente.

Principais desafios enfrentados na expansão da telemedicina no Brasil

Ainda que a procura pela telemedicina esteja em ascensão, há muitos desafios que precisam ser superados pelos médicos e estabelecimentos de saúde. Nem todas as clínicas estão preparadas do ponto de vista tecnológico para oferecerem esse tipo de atendimento aos seus pacientes.

Esse cenário revela uma grande oportunidade tanto em termos de investimento em infraestrutura e digitalização, como a adoção de softwares de gerenciamento, quanto em qualificação profissional para tirar proveito das novas tecnologias que a medicina oferece. Alguns desafios que podemos elencar incluem:

Regulamentação: a regulação da telemedicina no Brasil ainda está em desenvolvimento, o que pode gerar incertezas legais e dificultar a implementação de serviços de telemedicina de forma abrangente e consistente.

Privacidade e segurança dos dados: a transmissão e o armazenamento de dados de saúde por meio de plataformas digitais levantam preocupações significativas sobre privacidade e segurança. Garantir a proteção dos dados do paciente e o cumprimento das regulamentações de privacidade é essencial para a construção da confiança no uso da telemedicina.

Capacitação: profissionais de saúde e pacientes podem precisar de treinamento e capacitação adequados para utilizar efetivamente as ferramentas de telemedicina. Isso inclui tanto o conhecimento técnico para operar as plataformas digitais quanto a compreensão das melhores práticas para a prestação de cuidados de saúde à distância.

SUS Digital: o que é e como funciona

O SUS Digital é uma iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) para informatizar e modernizar os serviços de saúde pública no país. Ele visa não apenas melhorar o acesso dos cidadãos aos serviços de saúde, mas também otimizar a gestão dos recursos e garantir uma assistência mais eficiente e integrada.

O funcionamento do SUS Digital envolve a implementação de sistemas de informação em saúde, como prontuários eletrônicos, sistemas de agendamento de consultas e exames, registro eletrônico de saúde do paciente, consultas online, entre outros.

Esses sistemas permitem que informações relevantes sobre a saúde de cada indivíduo sejam acessadas de forma rápida e segura pelos profissionais de saúde autorizados em qualquer unidade do SUS. Além disso, o SUS Digital facilita o acompanhamento do histórico médico do paciente ao longo do tempo, garantindo continuidade nos cuidados de saúde.

Assim, clínicas que já tiverem sistemas em uso e que puderem ser integrados às tecnologias utilizadas pelo SUS levam vantagem. Elas podem ser escolhidas como parceiras, recebendo encaminhamento de pacientes para realização de consultas e exames. Neste contexto, é vantajoso para um profissional ou empreendedor na área da medicina investir em uma clínica médica privada.

No entanto, alguns desafios característicos do setor podem comprometer a saúde financeira da empresa. Por exemplo, uma pesquisa realizada pelo Conclínica mostra que 48% das clínicas enfrentam dificuldade em agendar o retorno do paciente e uma nova confirmação de consulta.

Foco no atendimento ao cliente

É evidente que a telemedicina veio para ficar no panorama da saúde no Brasil. Os números robustos de atendimentos e a crescente demanda dos pacientes destacam a valorização da comodidade, agilidade e acesso a especialistas que essa forma de cuidado oferece.

Contudo, para que a telemedicina alcance todo o seu potencial, é fundamental enfrentar os desafios presentes, desde a regulação e segurança dos dados até a capacitação dos profissionais de saúde e a infraestrutura tecnológica.

Ao investir em tecnologia e promover a inovação, tanto o governo quanto as clínicas privadas podem não apenas melhorar a eficiência e a qualidade dos serviços de saúde, mas também garantir um acesso mais equitativo e inclusivo aos cuidados médicos, contribuindo assim para o bem-estar e a saúde da população brasileira.

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MEDICINA S/A

Hospital Oswaldo Cruz gera economia de R$ 13,4 milhões com Programa de Eficiência

No segundo semestre de 2023, Hospital Alemão Oswaldo Cruz gerou economia de R$ 13,4 milhões com a implementação do “Programa de Eficiência”. A iniciativa surgiu com o propósito de aprimorar a eficiência operacional, excelência do cuidado e a experiência do paciente por meio da adoção de práticas inovadoras e melhorias contínuas nos processos de trabalho e rotina. Dentro desse escopo, foram identificadas cinco áreas com oportunidades de aprimoramento: giro de leitos, administração de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), transição do cuidado do paciente pelo ambiente hospitalar, organização das horas de trabalho dos colaboradores e a melhoria dos processos de pesquisa.

Fundamentado nos conceitos da Lean Six Sigma, metodologia de excelência operacional que analisa e afere dados para a solução de questões complexas relacionadas ao desperdício e variabilidade dos processos, o “Programa de Eficiência” foi desenvolvido para atender necessidades institucionais, com o objetivo de melhorar a qualidade de atendimento, reduzir custos sem comprometer qualidade, aumentar a eficiência e produtividade operacional, além de fomentar ainda mais a cultura de inovação no ambiente hospitalar. Esta estratégia foi fundamental para alcançar os resultados positivos, simbolizando um avanço significativo no compromisso do Hospital com a inovação e a excelência no atendimento.

Destaques do Primeiro Ciclo

Os resultados do primeiro ciclo do Programa de Eficiência, trouxeram melhorias significativas tanto na produtividade operacional quanto na experiência do paciente.

Um dos principais avanços foi na otimização no giro de leitos. Enfrentando o desafio de acelerar admissões e altas para reduzir o tempo de espera dos pacientes, o Hospital adotou estratégias que incluíram: aprimorar a precisão das previsões de alta, agilizar a liberação de leitos e realizar treinamentos intensivos com as equipes assistenciais. Como resultado, além da economia de recursos financeiros, houve redução de 47% no tempo de liberação de leitos pela enfermagem, melhorando consideravelmente a experiência dos pacientes e a eficiência do Hospital.

Na esfera da Transição do Cuidado, o Hospital se dedicou a aprimorar o processo de transferência de pacientes entre as Unidades de Internação e o Centro de Diagnóstico por Imagem. A padronização de processo e a definição clara de papéis e responsabilidades garantiram o transporte mais seguro, aperfeiçoamento no registro de transferências e definição de prazos para controle de todo o processo, assegurando a continuidade do cuidado aos pacientes.

Além disso, houve uma atenção especial na gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME). A eficiência operacional no gerenciamento desses materiais resultou em uma simplificação relevante na gestão de OPMEs e trouxe uma economia de R$ 11,8 milhões de agosto a dezembro de 2023, contribuindo para elevar o desempenho financeiro.

A administração do saldo de banco de horas dos colaboradores também foi impactada positivamente com a implementação do Programa de Eficiência. Houve, em média, redução de 41% no saldo de horas em áreas críticas, com pico de 77% de redução em um dos setores, trazendo economia nos custos relacionados a horas extras, além de proporcionar melhor qualidade de vida e desempenho aos colaboradores. O projeto continua em 2024, focado em observar oportunidades de automação na gestão de pessoas e visando o impacto positivo contínuo no saldo de banco de horas.

Outro impacto relevante foi identificado nos processos de pesquisa relacionados ao Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, gerando um retorno financeiro de R$ 1,7 milhão no período. A maior eficiência no processo ajuda a impulsionar o avanço científico, reforçando a nossa vocação social de contribuir com o desenvolvimento da saúde para além da nossa Instituição, compartilhando nosso conhecimento e nossas práticas.

Com base no sucesso do primeiro ciclo, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz planeja dar continuidade ao “Programa de Eficiência”, ampliando para mais cinco projetos ainda em 2024.

O coordenador de Inovação e Saúde Digital do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Renan Minin de Mori, destaca a importância de incorporar a metodologia Lean Six Sigma nos projetos. “Adotar essa metodologia é mais do que uma estratégia operacional, é um compromisso com a excelência. Ao focarmos em melhorias contínuas, não só aprimoramos nossos processos e a jornada dos colaboradores, mas, o mais importante, elevamos o nível de cuidado que oferecemos aos nossos pacientes”, explica.

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Assessoria de Comunicação

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