Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás

CLIPPING SINDHOESG 16/07/21

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Redes sociais incentivam realização de cirurgias plásticas

Polícia apreende remédios contrabandeados e prende suspeito de tráfico

Brasil registra 1.552 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas; total chega a 539 mil

Gonzalo Vecina – O SUS no pós-pandemia

Vacinas Pfizer e Coronavac já estão disponíveis em Goiânia para gestantes e puérperas

Pesquisa publicada na revista Nature pode explicar o porquê do Covid ser mais letal em determinados grupos

TV ANHANGUERA

Redes sociais incentivam realização de cirurgias plásticas

https://globoplay.globo.com/v/9691956/

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Polícia apreende remédios contrabandeados e prende suspeito de tráfico

https://globoplay.globo.com/v/9691910/?s=0s

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O ESTADO DE S.PAULO

Brasil registra 1.552 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas; total chega a 539 mil

Média móvel de vítimas, que tem o objetivo de eliminar distorções entre dias úteis e finais de semana, agora é de 1.244

O Brasil registrou 1.552 novas mortes pela covid-19 nesta quinta-feira, 15, e somou mais 52.720 casos da doença nas últimas 24 horas. Ao todo, já são 539.050 mortes e 19.261.741 diagnósticos positivos do coronavírus, apontam dados do consórcio de veículos de imprensa.

É a segunda nação com mais mortes registradas pela covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, e a terceira em número de casos registrados, atrás de Estados Unidos e Índia. A média móvel de vítimas dos últimos sete dias, que tem o objetivo de eliminar distorções entre dias úteis e finais de semana, agora é de 1.244. Na véspera, o índice havia ficado em 1.270.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado diariamente às 20h. Segundo os números do governo federal, 17,9 milhões de brasileiros se recuperaram da doença.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita começou no dia 8 junho do ano passado, em resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, e foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O Ministério da Saúde informou nesta quinta que foram registrados 52.789 novos casos e mais 1.548 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 19,2 milhões de pessoas infectadas e 538.942 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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Gonzalo Vecina – O SUS no pós-pandemia

Foi promulgada, em 10 de julho de 2001, uma das leis que deram vida à Constituição Federal, a Cidadã. Trata-se da lei 10.257, que regulamenta os artigos 182 e 183 da lei maior e é conhecida como Estatuto das Cidades.

A cidade é onde o cidadão está e onde muitas das questões relevantes do existir devem ser resolvidas. A CF de 88 tem uma marcada tendência à descentralização e à municipalização. Acho essa marca do ordenamento jurídico importante para construir um país melhor.

Mas há problemas que não podem ser resolvidos no espaço do município e talvez nem no do Estado. A questão do saneamento básico ainda hoje cria discussões complexas devido à possibilidade de municípios terem seus próprios sistemas, que acabam por não permitir melhores soluções de acesso a água tratada e a um adequado sistema de esgotos.

Com certeza isso se deve a heterogeneidade dos municípios brasileiros e sua proliferação pós-promulgação da CF. O maior município tem quase 12 milhões de habitantes e o menor, pouco mais de 800 habitantes.

Certamente existem muitas abordagens diferentes para tratar dos diferentes setores que devem se articular para produzir um razoável estado de bem estar social. Eu, certamente, não sou a pessoa mais indicada para discuti-los. Mas na área da saúde quero trazer à tona a espinhosa discussão do ordenamento do SUS e o arranjo federativo.

Nos anos pós-promulgação da CF, foi com certeza o município quem mais impulsionou a implementação do SUS. Essa ação contou com a participação ativa do Ministério da Saúde, via recursos do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde e também dos Estados, que tinham papel muito maior na assistência pré-SUS. Mas a situação se inverteu na estruturação do SUS, pois essa atribuição de prestar assistência primaria à saúde passou a ser municipal e os Estados promoveram alegremente a municipalização de seus serviços de atenção primária.

Com isso os municípios entraram no processo de atenção e os Estados recuaram. Mas em nenhum Estado se buscou procurar o ordenamento do acesso aos serviços de maior complexidade prestados por eles e por cidades de maior porte. Na maioria dos Estados há um sistema de acesso operado por eles e os serviços municipais não estão integrados, permitindo a duplicação de filas, o absenteísmo a consultas, a não gestão de filas de acesso a serviços mais complexos. Durante a pandemia ganhou expressão a questão das filas únicas das UTIs.

Mesmo em municípios de grande porte e com uma rede própria importante, essa integração não existe e o desperdício de atos médicos chega a ser de 40% da oferta! Por que não se integram? A questão é quem comanda a rede integrada. Isso não se resolveu mesmo com o mesmo partido político estando presente no município e no Estado. Até hoje esse não foi considerado um problema republicano. Temos uma imensa dificuldade em saber qual é a demanda e isto em parte pelo fato de a oferta estar pulverizada.

Mas neste ponto da vida do País e com o esfacelamento produzido pela pandemia e pelas exigências assistenciais pós-pandemia, teremos de ter condição de ultrapassar essas dificuldades políticas paroquiais e oferecer a solução correta e conhecida à população. Integrar as redes assistenciais municipais e estaduais, dotá-las de um sistema de gerenciamento informatizado (já disponível) e de um modelo de governança a ser pactuado.

FUNDADOR E EX-PRESIDENTE DA ANVISA, É MÉDICO SANITARISTA E PROFESSOR DA FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (FSP/USP)

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JORNAL OPÇÃO

Vacinas Pfizer e Coronavac já estão disponíveis em Goiânia para gestantes e puérperas

O atendimento será a partir desta sexta-feira, 16, no Ciams Dr. Domingos Viggiano (antigo Ciams Jardim América), das 8h às 17h, sem agendamento. A gestante precisa levar a prescrição médica e um comprovante da gestação

Por Gabriella Oliveira

A Prefeitura de Goiânia começa aplicar a segunda dose de vacinas contra a Covid-19 em gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto) que tomaram primeira dose de AstraZeneca, com os imunizantes da Pfizer e Coronavac. A medida é fruto da nota informativa da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de número 13/2021 encaminhada aos municípios.

O documento da SES, diz que ‘as gestantes e puérperas podem optar por tomar a segunda dose, após o intervalo habitual preconizado (12 semanas), preferencialmente com a vacina da Pfizer e nos locais onde não estiver disponível com a Coronavac, mediante e obrigatoriamente apresentação de prescrição médica’. A SES também recomendou que gestantes e puérperas que já tenham recebido a primeira dose da Coronavac ou Pfizer deverão completar o esquema com a mesma vacina nos intervalos habituais.

A orientação de não vacinar mais gestantes com a AstraZeneca veio da Anvisa pelo fato dos estudos clínicos e testes da AstraZeneca não terem incluído grávidas. Com isso, essa medida seria uma precaução.

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Pesquisa publicada na revista Nature pode explicar o porquê do Covid ser mais letal em determinados grupos

Por Gabriella Oliveira

Cientistas da rede Iniciativa para o Estudo da Genética do Hospedeiro (Covid-19-HGI) detalharam fatores genéticos que podem contribuir para o agravamento da doença em alguns grupos familiares

No dia 1 de dezembro deste ano, o mundo vai completar dois anos em que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado. De lá para cá, o planeta viveu uma crise sanitária sem precedentes e muitas incertezas que até hoje não conseguiram ser solucionadas. No entanto, também vemos um trabalho árduo de cientistas e profissionais de saúde que tentam a todo custo trazer respostas para uma doença ainda tão desconhecida. Uma delas, seria a de porquê o Covid matar pessoas sem comorbidades, pessoas jovens e saudáveis.

Em uma pesquisa realizada pela Iniciativa para o Estudo da Genética do Hospedeiro (Covid-19-HGI), que contava com cerca de 3.300 pesquisadores, e publicado pela revista Nature, cientistas colheram os dados de 49 mil pessoas com Covid-19 e outros 2 milhões de indivíduos e analisaram os dados de 46 estudos, de 19 países. Essa análise minuciosa, permitiu que os pesquisadores descobrissem que existem mutações em 13 regiões do genoma humano, em oito cromossomos (3, 6, 8, 9, 12, 17, 19 e 21) que podem sim ser um fator determinante no adoecimento e, consequentemente, na morte de alguns pacientes.

Para o biomédico, geneticista e professor Universitário, Marc Alexandre Duarte Gigonzac, com essa pesquisa podemos afirmar que o fator genético pode ser a causa determinante do Covid, em alguns casos, ter dizimado quase todos os membros de uma mesma família ou matar pessoas sem comorbidades aparentes. “Como as famílias têm um perfil genético relativamente parecido, dentro de uma família muitas vezes nós vemos inúmeros casos de pessoas sucumbindo a doença”, afirmou.

Mutações genéticas seriam a causa do agravamento da doença

As mutações identificadas no genes estão ligadas a doenças do sistema imunológico, a tuberculose, a doenças autoimune, a fibrose e ao câncer pulmonar. Das 13 áreas do genoma identificadas que apresentaram mutação, alguns genes se mostraram mais frequentes nos casos de Covid mais grave, provando que existe a maior suscetibilidade de se infectar com Sars-CoV-2.

A variação reconhecida na posição no cromossomo 3, onde fica o gene SLC6A20, ajuda a invasão do Covid na célula através da proteína ACE2. Outro gene que apresentou mutações nos casos estudados é o TYK2. Mutações nessa posição podem gerar suscetibilidade em doenças autoimunes e até casos de tuberculose. O gene FOXP4, no cromossomo 6, foi identificado em casos graves da doença e a mutação nessa posição é mais presente em pessoas de ascendência latina e asiática. Variações nesse gene também podem causar doenças como fibrose e câncer pulmonar.

O biomédico Gigonzac, explica que mutações nos genes são normais e frequentes. “Todos nós sofremos mutações o tempo todo, é próprio da natureza humana. Essas mutações ocorrem naturalmente no processo evolutivo sempre que estão sofrendo processos mutacionais tanto na própria divisão celular quanto fatores externos, fatores ambientais, radiação, e vários outros compostos químicos que podem levar ao processo mutacional”, diz Gigonzac. Ele explica que as mutações identificadas podem causar formas de Covid mais graves, porque “essas mutações poderiam gerar um processo inflamatório mais agudo, poderiam gerar um processo respiratório mais complicado, então geralmente são variantes que estão associadas aos casos de covid mais graves”.

Como foi visto, algumas dessas variações genéticas causariam uma maior facilidade do vírus contaminar as células humanas através da proteína ACE2. Gigonzac explica que essas “proteínas na superfície dessas células que são as portas de entrada desse vírus. Você poderia ter mais portas de entrada, ou seja, mais proteínas na superfície celular ou portas de entrada maiores, então quando tem uma mudança genética, a porta de entrada ela fica maior ou então ela não tem uma fechadura adequada o que facilita o vírus entrar nessas células”. Por isso que “de acordo com o tipo de mutação (no gene), você vai ter mais portas de entrada, portas maiores ou portas já com uma abertura mais simples para o vírus conseguir entrar dentro da célula e infectar a célula humana”.

Gene identificado com mutação que agrava a doença é mais frequente em países latinos

Mesmo que a pesquisa tenha sido realizada com a maioria dos pacientes apresentando ascendência europeia, os dados conseguiram detectar que a mutação no gene FOXP4 é mais frequente em latinos e asiáticos e que causaria uma forma mais severa da doença. Para Gigonzac, o fato dessa variação estar mais presente em países latinos é fruto da miscigenação e evolução genética do nosso continente. “Durante milhares e milhares de anos, as populações foram sofrendo mutações e antigamente não tinha tanto fluxo genético, não tinha tanta migração, então as populações eram mais isoladas e mutações que aconteciam específicas naquelas populações acabaram ficando naquelas populações. Hoje com o fluxo migratório existe uma mistura.”

Na história do Brasil, o fluxo migratório aconteceu de diversas regiões do mundo o que resultou em uma variabilidade genética gigantesca. O biomédico conta que “dentro do Brasil nós temos uma variabilidade genética muito grande, é a própria composição étnica do brasileiro” e que “um porte maior de alguns grupos populacionais pode para alguns casos, favorecer um quadro mais grave, mas não somente nessas populações, mas também de várias outras populações” e conclui dizendo que “cada população foi evoluindo de formas diferentes e apresentam variantes genéticas diferentes numa frequência maior ou menor”.

Os resultados desse estudo ainda podem auxiliar na prevenção de casos mais graves de Covid e no desenvolvimento de medicamentos que operem nas mutações genéticas analisadas, conseguindo assim, um tratamento mais eficaz contra o Sars-CoV-2.

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Assessoria de Comunicação

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